sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Homem consumiu recursos do planeta para 2014 em apenas 8 meses


 Ambientalistas apontaram o dia 19 de agosto como o “Dia da Sobrecarga da Terra”, em que os recursos naturais do planeta disponíveis para 2014 já foram consumidos, o que faz com que os habitantes estejam em saldo negativo com o meio ambiente em pleno mês de agosto.
          “Estamos no vermelho com o planeta, pois gastamos, no ano, mais do que a gente deveria, já estamos gastando a partir de hoje o que o planeta vai ter que produzir para o ano que vem”, explicou à Agência Efe a engenheira agrônoma da rede ambientalista WWF, Maria Cecília Wey de Brito.
          De acordo com a pesquisa da organização internacional de sustentabilidade Global Footprint Network (GFN), 85% da população mundial vive em países que demandam mais de natureza do que os ecossistemas podem renovar.
            De acordo com os dados da GFN, “seriam necessários 1,5 planeta para produzir recursos para suportar a demanda por recursos naturais.
            “O uso dos recursos naturais acima da capacidade da Terra está se tornando um dos principais desafios do século 21. É um problema tanto ecológico quanto econômico. Países com déficits de recursos e baixa renda são ainda mais vulneráveis”, afirma Mathis Wackernagel, presidente da GFN.
Também para a engenheira agrônoma, o planeta está em uma fase de “déficit ecológico”, calculado com base no quanto o planeta pode produzir e quando os habitantes consomem. Em 2000, o cálculo foi feito pela primeira vez para identificar o dia da “Sobrecarga da Terra” (Overshoot Day) que, na época, foi em outubro e, 14 anos depois, este dia chegou no oitavo mês do ano. (Fonte: WWF)

terça-feira, 13 de maio de 2014

Quem mora perto de áreas verdes é mais propenso à felicidade

       
Vida urbana e fadiga mental, uma dupla quase inseparável. Mas um passeio no parque pode dar um jeito rápido nesse problema. O efeito do relaxamento pelo contato com áreas verdes foi comprovado por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Ao analisar dados de uma pesquisa sobre a saúde e bem estar da população, cientistas observaram que os “altos níveis de espaços verdes foram associados com sintomas mais baixos de ansiedade, depressão e estresse”.
O estudo combina dados de saúde mental com dados de satélite que analisaram a vegetação presente em cada um dos blocos do censo.
Eles descobriram que, em todos os estratos da sociedade, as pessoas que viviam em bairros com menos de 10 por cento de áreas arborizadas eram muito mais propensas a relatar sintomas de depressão, estresse e ansiedade.
“Assim, uma pessoa pobre que vive em uma estrada próxima a uma floresta nacional é mais propícia a se sentir feliz do que uma pessoa mais rica vivendo em um lugar totalmente cinza”, diz um trecho do estudo.
O estudo dá credibilidade à “teoria da restauração atenção”, que afirma que mais tempo na natureza restaura a capacidade de concentração e reduz a fadiga mental. A explicação é simples. Cansado de ter que ficar constantemente alerta e consciente aos estímulos do da correria do dia a dia, o cérebro humano se recupera (e põe as ideias em ordem) ao percorrer um caminho repleto de árvores e estímulos naturais. (Exame.com)

Banco Mundial avisa que guerras por água e alimentos estão muito próximas

Em uma entrevista ao britânico The Guardian, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, disse que acredita que as batalhas por alimento e água devem eclodir dentro de cinco a dez anos, devido ao efeitos das mudanças climáticas.
Ele pediu que ativistas e cientistas trabalhem em conjunto para criar uma solução para este problema, e usou o exemplo do HIV para demonstrar como a união de esforços pode resultar em soluções mais rápidas e mais eficazes.
A fim de manter o aquecimento global abaixo do limite acordado internacionalmente, de 2 graus Celsius, Kim disse que o mundo precisa de um plano para mostrar que está comprometido com a meta.
Ele delineou quatro áreas em que o Banco Mundial poderia ajudar a combater a mudança climática: investir em cidades mais limpas e sustentáveis, encontrar um preço estável para o carbono, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e desenvolver uma agricultura mais inteligente e resistente ao clima.
O relatório também alertou para os efeitos que as mudanças climáticas teriam sobre os preços dos alimentos, assim como em muitas outras áreas, como recursos hídricos. A produtividade agrícola pode cair 2% por década até o final do século, ao passo que a demanda deverá aumentar 14% até 2050. (Exame.com).

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Banco Mundial e FMI reconhecem o aquecimento global e apontam medidas

Os ministros das finanças de todo o mundo deveriam focar em dois elementos principais para combater as mudanças climáticas: estabelecer o “preço certo” para as emissões de carbono e abandonar os subsídios aos combustíveis fósseis, disse a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde. Em um painel na abertura do encontro neste mês de outubro de 2013, Lagarde e o presidente do Banco Mundial, Jim Young Kim, afirmaram que as mudanças climáticas são uma prioridade para suas instituições de crédito.

Foi a primeira vez que os dois abordaram a questão juntos em público. “Há duas coisas em que eles deveriam focar. Uma é obter o preço certo [do carbono] e podemos ajudá-los com isso”, declarou Lagarde, se referindo a medidas tais como a aplicação de taxas de carbono e estabelecimento de esquemas de comércio de emissões.

“A segunda coisa que podemos fazer é gradualmente abandonar e remover os subsídios que se aplicam às energias, e particularmente às energias fósseis”, observou Lagarde. A subsidiação dos combustíveis fósseis atualmente equivale a mais de US$ 485 bilhões, comentou ela.

O documento colocou que os subsídios eram caros para os governos, e que, em vez de ajudar os consumidores, eles prejudicavam o aumento do investimento em infraestrutura, educação e saúde, o que ajudaria os pobres mais diretamente.

Lagarde e Kim têm dado mais ênfase a questões climáticas do que seus predecessores, intensificando esforços para reduzir a poluição na ausência de um acordo global sobre mudanças climáticas. Kim ressaltou que o Banco Mundial está focado em três áreas principais: garantir a energia sustentável para todos os países, apoiar o planejamento urbano de baixo carbono, e moldar programas agrícolas “climaticamente inteligentes”.

Reuters / Carbono Brasil

Em 34 anos, o clima da Terra mudará drasticamente

A Terra pode experimentar um clima radicalmente diferente no prazo de 34 anos, mudando para sempre a vida como conhecemos, com o impacto mais intenso ocorrendo primeiramente na região dos trópicos, alerta o estudo publicado na revista “Nature”.

Com as tendências atuais de emissões de gases de efeito estufa, 2047 será o ano em que o clima na maior parte das regiões do planeta mudará para além dos extremos documentados, destacou o estudo.

Este prazo se estenderá a 2069 em um cenário em que as emissões derivadas da queima de combustíveis fósseis se estabilizarão. “Os resultados nos chocaram”, afirmou a respeito das descobertas o principal autor do estudo, Camilo Mora, do departamento de geografia da Universidade do Havaí. “Ao longo da minha geração, qualquer clima com o qual estejamos acostumados será coisa do passado”.

G1 Natureza / Portal do Meio Ambiente

Quase 1/3 dos alimentos produzidos é desperdiçado.

Cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente não só causam grandes perdas econômicas, como também tem impacto significativo nos recursos naturais dos quais a humanidade depende para se alimentar. Essa é a conclusão de um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais é o primeiro estudo que analisa os efeitos do desperdício de alimentos a partir da perspectiva ambiental, focando em suas consequências para o clima, uso da água e do solo e biodiversidade.

O documento informa que, a cada ano, os alimentos produzidos, mas não consumidos, utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga, na Rússia, e são responsáveis pela emissão de 3,3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta. Além destes impactos ambientais, as consequências econômicas diretas do desperdício de alimentos (sem incluir peixes e frutos do mar) atingem o montante de 750 bilhões dólares por ano, de acordo com as estimativas do estudo da FAO.

“Todos os agricultores, pescadores, processadores de alimentos e supermercados, governos locais e nacionais e consumidores individuais, tem que fazer as mudanças ao longo de toda a cadeia alimentar humana para impedir que ocorra, desde já, o desperdício e, não sendo isto possível, promover a reutilização ou a reciclagem”, afirmou o Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

“Não podemos simplesmente permitir que um terço de todos os alimentos produzidos seja perdido ou desperdiçado devido a práticas inadequadas, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias”, disse ele.

ONU

Quantidade de resíduos sólidos que retornam a cadeia produtiva não passa de 2%

Mesmo com 60% dos municípios do país tendo alguma iniciativa de coleta seletiva, a quantidade de resíduo sólido urbano que retorna à cadeia produtiva não chega a 2%. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 51,4% do material coletado são matéria orgânica; 13,5% são plástico; 13,1% são papel, papelão e tetra pak; 2,9% são metais; 2,4% dos resíduos são vidro; e 16,7% são outros materiais.

De acordo com a Abrelpe, em 2012 foram produzidas 1.436 mil toneladas de alumínio primário e a reciclagem fica na faixa de 36%, chegando a 98,3% das latas de bebida, patamar com pouca variação nos últimos cinco anos. A produção de papel foi 10 milhões de toneladas e a taxa de recuperação com potencial para reciclagem está em 45,5%.

O prazo para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) termina em 2014, mas, apesar dos avanços muitas das diretrizes inovadoras não saíram do papel. Entre elas estão os planos nacional, estaduais e municipais com o planejamento de longo prazo para cada ente da Federação. A política nacional foi sancionada em 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

30 milhões de toneladas de resíduos sólidos tem destinação inadequada no Brasil

O Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões para, de forma adequada, coletar todos os resíduos sólidos e dar fim a esse material em aterros sanitários. O dado foi divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).De acordo com a entidade, caso o país mantenha o ritmo de investimentos na gestão de resíduos registrado na última década, a universalização da destinação final adequada deverá ocorrer apenas em meados de 2060. “No atual ritmo, chegaremos a agosto de 2014 com apenas 60% dos resíduos coletados com destino ambientalmente correto”, destaca Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê para agosto de 2014 o fim da destinação inadequada de resíduos. Dados da Abrelpe mostram que há ainda cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos com destinação inadequada no país.

Blog do Axel Grael/Portal do Meio Ambiente/ Mercado Ético